CUB

Mês

2005

2006

2007

2008

2009

2010

2011

2012

Janeiro

816,63

862,52

889,54

845,14

949,27

983,42

1.038,16

1.128,35

Fevereiro

818,87

865,74

906,26

846,49

948,50

985,37

1.042,87

1.133,85

Março

821,47

864,68

892,99

850,54

954,01

985,95

1.046,92

1.134,24

Abril

824,30

861,27

893,97

852,65

956,66

987,97

1.051,92

1.136,34

Maio

828,23

863,55

895,04

856,41

954,61

990,13

1.056,86

1.140,10

Junho

860,46

888,65

924,31

903,94

983,52

1.018,26

1.103,46

1.183,14

Julho

861,11

894,85

930,97

903,55

986,14

1.028,15

1.122,52

 

Agosto

859,51

894,81

933,12

928,69

984,71

1.032,10

1.127,61

 

Setembro

863,75

896,91

932,84

938,24

982,58

1.034,48

1.125,50

 

Outubro

863,23

895,86

936,57

942,40

982,57

1.036,00

1.126,42

 

Novembro

861,67

895,50

943,89

945,81

983,10

1.037,67

1.126,56

 

Dezembro

858,40

887,73

947,38

946,67

983,37

1.038,72

1.127,75

 

 

Fonte: SINDUSCON / www.fiescnet.com.br

Visualizar gráfico: Custo Unitário Básico - Santa Catarina

 

CONSTRUÇÃO CIVIL

Construção Civil é o termo que engloba a confecção de obras como Casas, Edifícios, Pontes, Barragens, Estradas e Aeroportos, onde participam Arquitetos e Engenheiros Civis em colaboração com técnicos de outras disciplinas.

Os termos Construção Civil e Engenharia Civil são originados de uma época em que só existiam apenas duas classificações para a Engenharia sendo elas Civil e Militar. Cujo conhecimento por exemplo de Engenharia Militar era destinada apenas ao Militares e a Engenharia Civil destinada aos demais cidadãos. Com o tempo a engenharia civil, que englobava todos as áreas, foi se dividindo e hoje conhecemos vários divisões, elétrica, mecânica, química, naval. Exemplos como Engenharia Naval dão origem a Construção Naval, mas ambas eram agrupadas apenas na grande área da Civil.

No Brasil, a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) regulamenta as normas e o CREA (Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia) fiscaliza o exercício da profissão e a responsabilidade civil. Toda obra de construção civil deve ser previamente aprovada pelos orgãos municipais competentes, e sua execução acompanhada por engenheiros ou arquitetos registrados no CREA.

Em Portugal os técnicos responsáveis pelos projetos de construção civil (excetuando o caso dos projetos de edifícios de pequena dimensão, os quais podem ter como responsáveis técnicos habilitados com o antigo curso de Construtor Civil e Mestrança, agora designados por Agentes Técnicos de Arquitetura e Engenharia) têm que ser titulares de um curso superior, bacharelato ou licenciatura e têm que estar, respectivamente, inscritos na Associação Nacional dos Engenheiros Técnicos (ANET) ou na Ordem dos Engenheiros (OE). Para projetos de grande responsabilidade, o bacharelato não é considerado formação suficiente, e a legislação portuguesa exige que o responsável técnico seja titular de uma licenciatura em Engenharia Civil.

Dentre as matérias necessárias para a graduação em Engenharia Civil estão:
•    Resistência de materiais
•    Tecnologia dos materiais de construção
•    Mecânica Newtoniana
•    Mecânica dos Sólidos
•    Mecânica dos Solos
•    Geotecnia
•    Cálculos I, II, III e IV,
•    Técnicas de construção
entre outras.

Em termos práticos a Engenharia Civil divide-se em dois grandes ramos principais:


Obras de construção civil
•    Que engloba basicamente as edificações de moradia, comerciais e de serviços públicos.

Obras de construção pesada
•    Que engloba as obras de construção de portos, pontes, aeroportos, estradas, hidroelétricas, túneis, etc ..., obras que em geral só são contratadas por empresas e orgãos públicos.

Em alguns casos, as edificações tem tal vulto e complexidade que são classificadas como obras pesadas, estando tipicamente enquadradas neste caso as edificações industriais.
Essa classificação em dois ramos, embora não exista nenhuma diferenciação na formação dos engenheiros nas universidades, é em geral aceita e bem compreendida por todos os engenheiros no Brasil.


HISTÓRICO

A idéia da construção de um monumento que perpetuasse a memória da Independência do Brasil surgiu em São Paulo, logo após o 7 de setembro de 1822.

Em 1824, Lucas Antônio Monteiro, mais tarde Visconde de Congonhas do Campo, na qualidade de Presidente da Província, dirigia-se à população pedindo contribuições voluntárias que seriam aplicadas na construção do Monumento do Ipiranga. Por determinação do Imperador Dom Pedro I, o monumento deveria ser erigido no próprio sítio do Ipiranga, no mesmo local do Grito da Independência.

Perpetuar a memória da Independência foi uma preocupação constante dos Presidentes de Província por todo o decorrer do século XIX. Porém, a falta de recursos decorrente de desequilíbrios políticos e econômicos retardava a realização do projeto. As comissões oficiais nomeadas para esse fim pouco fizeram, e mesmo a Sociedade Zeladora da Glória do Ipiranga, organizada em 1861, teve curta duração. A partir de 1870, foram intensificados os esforços para a concretização da obra. Por ordem do Presidente da Província, Visconde do Bom Retiro, em 1872, o engenheiro Carlos Rath procedeu ao levantamento topográfico do terreno e a pedra fundamental, lançada em 1825, foi retirada e levada ao Palácio do Governo e somente reposta em 1875.

Porém, sérios obstáculos impediam a continuidade do trabalho, pois o esboço apresentado por Bezzi provocara uma longa discussão entre o autor e a Comissão. Enquanto esta desejava um edifício que, além de ser um símbolo, abrigasse também uma escola, o arquiteto insistia na construção de um palácio. Por fim, o Presidente da Província, Francisco de Carvalho Brandão, em 1883 aprovou o projeto de Bezzi. Mesmo assim, somente em março de 1885, o Presidente da Província, José Luís D’Almeida Couto, ordenou que se iniciassem as obras do monumento do Ipiranga, executando-se o projeto de Bezzi, já aprovado também pelo Imperador Dom Pedro II.

Para dirigir a construção do edifício, que seria o marco da Independência do Brasil, foi contratado o arquiteto Luigi Pucci e ao engenheiro Stevaux coube o traçado de uma "estrada de comunicação entre a Capital e a colina do Ipiranga".

Quanto à origem da mão-de-obra empregada na construção do palácio de Bezzi, foi muito bem observado por Máximo Barro e Roney Bacelli em monografia sobre o Ipiranga:

"A história só registrou estes dois - Bezzi e Pucci -, mas a lógica indica que, além do "Cappomastro", também da mesma origem seriam os carpinteiros, frentistas, pintores, marceneiros, pedreiros, etc., porque os trabalhadores da nossa claudicante arquitetura imperial, toda baseada na taipa, não estavam preparados para o alto vôo que representava na época o edifício de Bezzi".

Embora incompletas, pois faltavam as duas alas laterais que davam ao prédio a forma da letra E, as obras foram consideradas concluídas em 1890. O edifício, porém, permaneceu desocupado e sem função, pois o palácio de Bezzi, com galerias e majestosa porte-cochère, inspirado na arquitetura clássica da Renascença, não oferecia condições para o funcionamento de uma escola.

Apesar de todos os percalços, o Monumento do Ipiranga tornou-se uma realidade e cumpriu o seu papel: conservando a concepção de um monumento grandioso e simbólico, abrigou centros de estudos práticos e teóricos das chamadas ciências naturais e matemáticas, dentro de princípios democráticos. Para lá também foram transferidas, em 1894, as coleções do Museu Paulista criado em 1891.


TÉCNICAS CONSTRUTIVAS

Bezzi e Pucci souberam executar dentro dos padrões da melhor técnica existente na época, o edifício Monumento à Independência do Brasil, hoje Museu Paulista da Universidade de São Paulo.

1.    As Fundações:
Foram realizadas em alvenaria de pedra bruta argamassada; fragmentos irregulares de granito não aparelhados são assentados e distribuídos ao longo do leito das valas em fiadas irregulares, devidamente consolidadas transversalmente por perpianhos, cujo comprimento é igual à largura do muro, e dispostos em distância aproximadamente regulares. As fendas existentes entre cada bloco de pedra, quando não preenchida por argamassa, são preenchidas com pedras menores convenientemente partidas e unidas ao conjunto, também com argamassa. Apesar de grande irregularidade das pedras, suas juntas por muitas vezes coincidem, e neste caso devem ser desencontradas. O mesmo cuidado se deve ter quanto ao assentamento das pedras, que devem ter sua melhor face para baixo. Todas as rebarbas e saliências necessitam ser retiradas por instrumentos, devendo os paramentos, ao final, conservar a melhor regularidade possível.

2.    Os Alicerces:
"Os alicerces serão de pedra de grandes dimensões colocadas de combinação com pedras das dimensões convenientes para estabelecerem uma perfeita armação, e cimentadas com argamassa composta com a proporção d 1/3 de cal e 2/3 de areia bem lavada ...
A cal a empregar-se será de pedra, e apagada no mesmo lugar das obras, devendo demorar no depósito, depois de apagada, pelo menos cinco dias antes de ser empregada." - Bezzi.

3.    As Alvenarias:
Para as demais alvenarias foram empregados tijolos de barro de várias regiões de São Paulo, nas dimensões de 7 x 14 x 29 cm.
Acima dos alicerces, as paredes obtiveram dimensões variadas conforme as necessidades estruturais. Encontramos aí os diversos arcos, também de várias dimensões, que distribuem as cargas do edifício para a sua fundação. Para as alvenarias de tijolos empregou-se argamassa também de cal e areia no traço descrito por Bezzi, de "2/5 por 3/5", respectivamente.
Utilizaram-se ainda tijolos cerâmicos de 4 e de 8 furos, principalmente nos níveis superiores ( paredes internas das torres ), que colaboram para a diminuição das cargas sobre as estruturas.
Outro sistema utilizado para esse fim foi o tabique ou jiçara - o mesmo sistema construtivo dos forros. Trata-se de um sistema que envolve uma estrutura de madeira formando superfícies retas ou, como no caso dos forros, côncavas (sancas), e, conforme o caso, formas variadas. Nessa estrutura foram fixadas com pregos as varas de coqueiro ou de palmeira que definem a superfície. Por fim, aplica-se argamassa de emboço o reboco com moldes apropriados.
O traço das argamassas utilizadas para os tabiques e forros fio semelhante aos descritos anteriormente. É importante lembrar a grande resistência das argamassas externas (reboco) e também das que compõem os vários elementos decorativos, incluindo os capitéis das várias colunas. Estas argamassas são compostas de cal de origem calcária e areia, com um componente adicional, o chamado cimento romano, que, conforme dados cedidos pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo se constitui de cal hidráulica com alto teor de silicato, argila calcinada ou mesmo pozolana.
Os tabiques verticais são formados por pranchas de madeira fixadas às estruturas também de madeira. Nas pranchas são fixadas as varetas de coqueiro e nestas as argamassas ( emboço e reboco).

4.    O Madeiramento:
Todo o madeiramento do edifício é formado por madeiras de lei: peroba, canela-parda, guatambu, pinho-de-riga, maçaranduba, passariúva, canelinha e outras.
O madeiramento da estrutura, tanto dos pisos quanto das coberturas e partes internas dos tabiques, foi trabalhado com enxó. São surpreendentes as dimensões das peças encontradas, principalmente nos vigamentos estruturais das coberturas e pisos superiores. As peças possuem em média 30 x 25 cm de seção. Todo o conjunto é uma verdadeira obra de arte.

5.    As Peças Metálicas:
Quanto às peças metálicas que compõem parte do conjunto estrutural do edifício, encontramos inúmeros tirantes de ferro batido, barrotes de várias dimensões e seções (redondos, quadrados e retangulares). Encontramos, ainda, mãos-francesas de ferro fundido que compõem o sistema estrutural da clarabóia central. Esta peça de grande beleza suporta praticamente todo o peso da estrutura e o distribui nas paredes de alvenaria de tijolos de barro.

6.    A Cobertura:
Na cobertura, originalmente, havia telhas de barro do tipo capa e canal. Na clarabóia também, porém estas eram de vidro.

7.    O Revestimento:
Quanto às pinturas, tanto internas como externas, também empregou-se a cal. Segundo Bezzi, empregou-se água de cal e cola. Neste caso, a cola, acreditamos, deve ser de origem animal, conforme o uso na época. A cal virgem era extinta e a ela eram adicionados cola de origem animal e corante, conforme desejado. Em alguns casos também se adicionava coalho de leite em substituição à cola.

8.    Os Forros:
No edifício do MP foram confeccionados basicamente três tipos de forros:
•    de madeira - do tipo saia e camisa;
•    estuque simples - argamassa de cal e areia;
•    estuque lúcido - argamassa de cal e areia a ferro quente ou frio.
Cabe aqui atentarmos para este último, utilizado principalmente no forro, sobre a escadaria principal do edifício, a ferro quente. Trata-se de uma técnica muito utilizada até poucos anos atrás, por ser barata e de conhecimento praticamente geral, que consistia em aplicar sobre o reboco uma capa fina de argamassa, constituída de nata de cal e pó de mármore com adição de corante desejado, e posteriormente alisada com desempenadeira de aço. Em seguida, alisava-se uma vez mais a superfície com ferro quente, após aplicação de solução de sabão de coco, recebendo uma demão de óleo de linhaça e finalmente cera. A superfície resultava lisa, extremamente resistente e impermeável.

 
BIBLIOGRAFIA:
 
•    "MP / USP - Museu Paulista da Universidade de São Paulo", São Paulo - 1995
•    "Museu Paulista - Um Monumento no Ipiranga", São Paulo - 1998

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